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Peru - Lima - Cusco - Machu Picchu - Junho de 2016




Aventura com nossos filhos Michelle e Thomaz Hagge e José Lopes Filho.
Começamos nossa viagem ao Peru na noite do dia 17 de junho.
Voamos pela TAM com escala em São Paulo e no dia seguinte às 07h40 tomamos  o voo para Lima. 
O Vôo saiu às 21h40 de Salvador e chegou às 23h45 em São Paulo. Dormimos em Guarulhos no Slaviero Fast Sleep repouso e banho. Recomendamos este hotel para quem vai ter um tempo de espera longo pois acordamos bem dispostos para seguir viagem. O quarto de 4 metros quadrados com beliche,  confortável, com ar condicionado, cobertores e travesseiros bem cheirosos, é o suficiente para um repouso tranquilo.  É bem legal mesmo, os banheiros são limpos, toalhas super limpas também. 
O voo  para Lima durou 4 horas e sobrevoamos o lago Titicaca que faz divisa entre Bolívia e Peru com a vista para  a cordilheira dos Andes ao fundo,  uma linda paisagem para apreciar durante o voo diurno pela janela direita do avião.
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Vista do lago Titicaca

Chegando em Lima


Câmbio
Chegando ao aeroporto Jorge Chaves passamos pela imigração, em seguida após pegar as malas trocamos 100 dólares ali mesmo nos guichês entre as esteiras a uma cotação de 3,10 Nuevos Soles menos 3% de impostos. Recebemos 307 Novos Soles  e para o Real a cotação estava 0,74, achamos pouco e deixamos para trocar no centro.
Transporte no aeroporto
Em seguida fomos procurar o Green Táxi pois havíamos lido que era uma boa opção para chegar à Miraflores. Cobraram 60 Soles mas teria que ser 2 carros pois éramos 5 pessoas. Então cotamos na CMVtáxi e pagamos por uma van com motorista  110 Soles, ainda ganhamos água mineral e a van estava em ótimo estado, limpa com ar condicionado e espaçosa. O trajeto durou uns 40 minutos.
Clima e fuso horário
O fuso horário é de -2h. O clima estava agradável na capital, em torno de 18 graus durante o dia e a noite caía para uns 10 graus.

CMV táxi
Hotel
Passamos 3 dias em Lima e o hotel escolhido foi em Miraflores, o Villaflores Apartamentos um apartamento de 3 quartos que nos acomodou muito bem. Foi reservado no booking e no endereço não aparece o nome do edifício La Masía, somente o número. Outro detalhe importante é acertar a hora de chegada com o proprietário do apartamento pois as chaves normalmente não ficam na portaria mesmo porque o responsável tem que dar as instruções de uso do imóvel, receber o pagamento e combinar a devolução das chaves, e assim foi como aconteceu conosco.

O que fizemos em Lima

Após receber as chaves e instruções decidimos ir comer algo e escolhemos o La Lucha, uma sanduicheria maravilhosa, vários sabores de sucos e sanduíches acompanhados de molhos e batatas. Veja o cardápio completo no site. Tudo delicioso e um preço justo. A fila estava grande na calçada mas foi bem rápido,  as mesas logo desocupam e o pedido foi servido. O sanduíche lechón a la leña é delicioso!

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La Lucha Sanduicheria - Miraflores

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La Lucha

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Cardápio do La Lucha

Parque Kennedy

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Praça Kennedy
Após o lanche caminhamos um pouco pelo Parque Kennedy conhecido como Praça de Miraflores, fica lotado de gatos pelos jardins, pelas árvores e bancos e que também podem ser adotados, é tudo administrado por um grupo de voluntários que alimentam e cuidam dos bichanos. É  bem interessante a proposta visto que pessoas abandonavam os animais na praça que foram amparados tornando-se uma atração turística.
Em volta da Praça Kennedy existem algumas opções em restaurantes lanchonetes e bares.

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Praça kennedy
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Praça Kennedy

Shopping Larcomar

Descendo a Avenida José Larco que fica na lateral da praça em direção ao mar chegamos ao Larcomar onde resolvemos algumas coisas para começar a aventura, como uma loja de informações turísticas onde pegamos mapas de Lima e Cusco, além de pegarmos nossos tickets para a viagem de trem à Águas Calientes. Já tínhamos comprado os tickets pela internet mas é necessário retirá-los impressos em uma das lojas da Perurail. Na avenida José Larco também tem casas de câmbio cafés e hotéis.
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Shopping Larcomar

O shopping é bem agradável, fica no alto com vista para o mar, é um shopping aberto com muitas lojas, são 3 andares e muitos restaurantes também, alguns deles com varandinha e vista para o oceano. Lá tem o La Lucha também e a famosa Sanduicheria de Gaston Acúrio chamada Papacho´s e o Mango´s Restaurante que ouvimos falar muito bem.
Ali perto tem também o restaurante Danica que é famoso, funciona no almoço e no jantar.

Sítio Arquelógico Huaca Pucllana

Seguimos nosso roteiro em direção ao sítio arqueológico Huaca Pucllana que significa lugar do povo sagrado pela cultura lima, foi construído com barro e serviu como um templo à divindade feminina. 
O tour é guiado e na foto pode-se ver os horários com o preço. Aguardamos uns 10 minutos até formar um grupo de umas 20 pessoas para iniciar o tour. 
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Huaca Pucllana
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Lá também funciona o restaurante com o mesmo nome da ruína e que é aconselhável fazer reserva pois fica sempre muito cheio, a noite principalmente pois as ruínas ficam iluminadas, o que atrai mais pessoas.

Parque do Amor

Como já era final do dia tomamos um táxi em direção ao Parque do Amor para ver o pôr do sol. O parque é muito lindo, jardins floridos, uma escultura homenageando o beijo e muros inspirados nas obras de Gaudi, como no parque Guell em Barcelona,  com desenhos e frases de amor.

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Parque do Amor

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Parque do Amor

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Parque do Amor

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Pôr do sol visto do parque do amor


Voltamos caminhando em direção ao parque Kennedy e fomos comer ceviche nos bares da Calle Las Pizzas. É bem animado por lá,  diversos bares com petiscos e bebidas típicas. Todos com uma oferta do dia diferente como forma de atrair clientes sendo que os cardápios são bem parecidos, passamos por 3 deles, o Messaluna, La Goreita e o Fazollis, comemos ceviche em todos eles, estavam muito saborosos.
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Calle Las Pizzas - Lima
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Ceviche peruano

Centro Histórico 

Tomamos informações de como chegar ao Centro Histórico com uma policial da guarda municipal na praça Kennedy e ela nos instruiu a tomar o ônibus 301, descermos na avenida Tacna com Jirón Callao e daí seguimos à direita em direção à Plaza de Armas. Pagamos 1.20 soles por pessoa. Foi super barato pois é muito longe, o trajeto de ônibus durou uns 30 minutos e era um domingo pela manhã.

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Rua Jiron Callao

O Centro Histórico de Lima que é um Patrimônio da Humanidade da Unesco desde 1991, é o maior centro histórico da América do Sul, tem muita coisa para conhecer. A ordem é aventura-se pelas diversas ruas e imergir na história do Peru de preferência com um mapa em mãos para não perder tempo pois a riqueza de detalhes nos faz parar por horas somente na Praça de Armas. Os famosos balcões ou varandas são lindíssimos, em todas as ruas eles estão presentes e eram usado por aquelas pessoas que não queriam ser mal faladas por estarem espiando o movimento das ruas, eram comuns em casas de famílias importantes da época.

Seguimos o seguinte roteiro. 
  • Igreja e Convento Santo Domingo;
  • Plaza de Armas onde estava acontecendo a troca de guardas no Palácio do Governo, acontece todos os dias às 11h45.
  • Catedral de Lima;
  • Palácio Arquiepiscopado de Lima;
  • Palácio Municipal de Lima;
  • Museu Bodega e Quadra que não entramos mas vimos que é um pequeno sítio arquelógico;
  • Parque da Muralha que estava fechado em reforma,  é um área pública que era toda cercada de muralhas na época da colonização espanhola;
  • Palácio da literatura;
  • Basílica de São  Francisco onde fizemos um tour guiado. Pagamos 10 soles por pessoa onde não é permitido fotografias. A biblioteca dentro deste convento é lindíssima, e as catacumbas são a atração principal. 
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Praça de Armas


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Basílica de  São Francisco

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Lateral do Palácio do Governo
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Palácio do Governo


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Palácio da Literatura


Museu Larco

Pegamos um táxi, pagamos 15 soles e fomos almoçar no restaurante do Museu Larco, estava muito cheio pois era dia dos pais ( 19 de junho) no Peru. Por sorte conseguimos uma mesa, a comida estava deliciosa e o local é super agradável.
A visita ao museu custou 30 soles ou 10 dólares e não recebe cartão de crédito. Vale a pena pois toda história pré colombiana esta relatada nas cerâmicas, vestimentas, jóias e tecidos.
Ainda tem uma exposição ao lado do restaurante chamada sala erótica que mostra cerâmicas do período com temas eróticos e o acesso é free. Caso vá somente ao restaurante vale uma visitinha a esta exposição.

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Museo Larco Café e Restaurante 

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Museu Larco

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Museo Larco

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Museo Larco

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Museo Larco

Parque da Reserva - Circuito das águas

Em seguida fomos para o Parque da Reserva onde acontece o Circuito das Águas. Pagamos 4 soles por pessoa e funciona de terça a domingo das 15h às  22h30 sendo que a partir das 19h15 tem a uma projeção de luzes e figuras com laser e música na fonte número 2. É muito lindo e dura uns 30 minutos. Caso queira ver de bem pertinho sem cabeças e celulares na sua frente, escolha seu local uma meia hora antes perto do gradeado que é colocado em frente ao gramado da fonte.
Tem uma fonte chamada Laberinto del Ensueño onde adultos e crianças adoram brincar. Pessoas levam uma roupa extra caso se molhe pois o desafio da brincadeira é pular os jatos d'água que mudam a cada instante e a pessoa vai saltando para chegar ao meio da fonte e sair dela sem se molhar. Tem vestiário logo em frente a esta fonte.
Outra atração imperdível é atravessar um túnel de água o Túnel de las Sorpresas. Forma-se uma fila em um só sentido e é bem legal se ninguém resolver colocar a mão nos jatos de água.

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Circuito das águas


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Túnel de las Sorpresas

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Túnel de las Sorpresas

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Laberinto del Ensueño

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Laberinto del Ensueño


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Projeção de imagens na fonte 

Retornamos para Miraflores para o bar e  restaurante Rústica onde terminamos a noite. Achei o atendimento demorado e o preço um pouco alto. 

No dia seguinte tomamos nosso café da manhã no El Chinito que fica perto do nosso apartamento, na Rua Grinaldo Del Solar, uma sanduicheria típica peruana desde desde 1960. Estilo o La Lucha com o detalhe de não ter fila e o sabor divino. O preço é bem similar e os sabores também.

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El Chinito

Barranco

Em seguida viemos caminhando em direção ao  Larcomar e depois ao charmoso distrito Barranco pela orla. Vale a pena a caminhada de uns 40 minutos admirando as belas paisagens das falésias e as mansões coloniais. é uma bairro boêmio com muitas opções em bares e restaurantes, bares de músicas ao vivo e discotecas para as baladas noturnas e durante o dia os encantos de suas ruas coloridas e com um clima de cidade de interior.
Entramos na rua Jr. Alfonso Ugarte em direção ao boteco Canta Rana,  fica na esquina com a Rua Genova, tem umas bandeiras na porta e serve comida típica peruana. Bem agradável o local.  Algumas personalidades estiveram no local e tem muitas fotos espalhadas nas paredes. É bem bonitinho. Comida gostosa, cerveja gelada a um preço justo.

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Restaurante Canta Rana


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Canta Rana - Barranco

Só aceitam dinheiro. Tinha uma pequena fila de espera e estavam dando uma senha, só  esperamos uns 15 minutos.  Não tem wi fi e a rotatividade é grande.  É uma bar tradicional. Comemos ceviche misto, lagostinos al ajillo, ceviche guardia imperial e lomo saltado.
Terminamos o dia caminhando pelo Barranco passando pelos pontos turísticos mais interessantes como a Ponte dos Suspiro e a Biblioteca Nacional onde pegamos informações turísticas e mapas do local.

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Barranco

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Ponte dos suspiros 

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Barranco

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Barranco - Decida para o mar

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Barranco

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Barranco

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Barranco Igreja Santíssima Cruz

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Barranco

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Barranco

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Barranco
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Antiga capela de pescadores


Tomamos um táxi para o Parque do amor e caminhamos em direção ao farol para ver o pôr do sol novamente mas como o dia estava muito nublado voltamos para o hotel e descansamos para a noite.

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Farol - Lima

Tínhamos reservado o restaurante das ruínas Huaca Pucllana quando estivemos lá para esta noite.
O restaurante é grande e estava cheio. A área externa dá vista para as ruínas, não esqueça disso quando for fazer  reserva. A comida muito boa e o preço bem acessível. Gostamos muito, principalmente do Medalhão de Alpaca.
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Restaurante Huaca Pucllana

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Huaca Pucllana

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Huaca Pucllana
Medalhão de Alpaca 

Sobre Lima:

Lima é uma cidade com quase 10 milhões de habitantes e é dividida em distritos, são 43 ao todo e Miraflores é um deles. Então tenha sempre em mãos o endereço completo de onde queira ir. 
Como tem muitos táxis clandestinos, por segurança, procure os credenciados, que tem a plaquinha em cima e o número pintado na lateral.
Os táxis, mesmo os credenciados, não possuem taxímetro, portanto acerte sempre o valor da corrida antes de entrar.
A maioria das corridas em Miraflores e Barranco custou em torno de 10 a 15 soles.
O peruano é muito simpático e educado. As ruas são muito limpas e nos sentimos seguros quando caminhávamos pelas ruas. Andamos de ônibus e de táxi não tivemos nenhum problema.  Gostamos muito da capital peruana. 

Viagem para Cusco

Contratamos o mesmo transporte que viemos do aeroporto, a empresa CMVTáxi como foi dito anteriormente, para seguirmos viagem para Cusco. Pagamos pelo serviço 170 soles, o motorista nos pegou no horário combinado, às 7h da manhã. Fizemos muito bem em sair cedo pois o trânsito é bem complicado no trajeto para o aeroporto.  Cotamos o preço para o aeroporto com um outro motorista de táxi no dia anterior e ele cobrou 60 soles mas como estávamos em 5 pessoas achamos melhor um carro privado maior por causa das malas, ou teríamos que contratar 2 táxis.
Compramos a passagem pela LCPeru pela internet, deu tudo certo. O voo foi tranquilo dura por volta de uma hora, saímos às 10h da manhã e antes do meio dia já estávamos no hotel em Cusco.
Na chegada ao aeroporto existe um recipiente  com folhas de coca para melhorar a sensação de cansaço que algumas pessoas sentem com a altitude.

Hotel 

O hotel que reservamos foi o  El Triunfo e nos foi oferecido o serviço  de transfer por 50 soles. O hotel fica na Rua Triunfo bem perto da praça de armas, uma localização perfeita. Gostamos bastante da estadia pois estava tudo limpo e os funcionários prestativos e simpáticos como todos os Cusquenhos. Café da manhã simples e bem servido e o wi fi funciona bem em todo hotel. Os quartos que ficam próximo à recepção são um pouco barulhentos, no terceiro andar é mais sossegado.

Clima

Muito frio, pela manhã e a noite esfria bastante, nesta época fazia uns 5 graus e durante o dia a depender do lugar muitas vezes fazia só um vento frio e caminhando dava para sentir calor, mas a dica é ter em mãos sempre uma casaco quentinho.

Informações Turísticas

Após deixarmos as malas seguimos para a agência de informações turísticas na praça de armas ao lado do templo da Companhia de Jesus.  Depois observamos que havia outro posto de informações um pouco mais abaixo do nosso hotel, do outro lado da rua Triunfo. Lá tivemos acesso aos mapas e fomos direcionados para a compra dos boletos turísticos na prefeitura, a atendente das informações turísticas mostra no mapa a direção.

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Cusco

O bilhete turístico de Cusco

É pessoal e intransferível, é necessário documento para comprá-lo.  
Tem um que custa 130 soles e vale por 10 dias dando acesso a 16 atrações turísticas (veja as atrações no link) pela cidade e pelo Vale Sagrado, sendo que Maras ( 10 soles) Qoricancha (15 soles) e algumas igrejas não estão inclusos.
Outro ideal para quem quer fazer somente um dos passeios, o Vale sagrado ou City tour ou visitar algumas atrações em Cusco. São 3 circuitos diferentes, cada um custa 70 soles e cada circuito deve ser feito em 1 dia. Não pode fazer mais de um em 1 dia apenas. Isso faz com que a pessoa que queira fazer ver mais atrações compre o boleto geral.
A cada lugar visitado o bilhete recebe um furinho de forma que não seja reutilizado.

Bilhete turístico de Cusco

E outro bilhete chamado Circuito Religioso de Cusco que dá acesso à Catedral, ao templo San Blaz, ao Palácio Arzobispal e ao Templo de San Cristobal, comprando integral paga-se 30 soles e individual somente para entra na Catedral custa 25 soles e os outros três 10 soles cada um. 
Existem 2 passeios que podem ser confundidos, o City tour e o City View, o primeiro é feito em carro onde o turista desce e visita o local o outro é apenas uma vista panorâmica dos locais.

O que fizemos em Cusco

Na tarde livre que tivemos para nos aclimatarmos, caminhamos pelo arredores da praça e subimos à San Blaz pela rua Triunfo e passamos pela pedra dos 12 ângulos. Todas as ruas ao redor da Praça de Armas tem restaurantes, bares, lojinhas, agência e hotéis.


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Pedra do 12 ângulos - Cusco


Cotamos passeios nas agências de turismo e concluímos que todas cobram mais ou menos a mesma coisa. O vale sagrado custa em torno de 50 soles por pessoa com almoço incluso. e o City Tour 40 soles. Pode ser feito cada um em um dia ou tudo em 1 dia, o que não aconselhamos pois foi o que fizemos, leia o relato a seguir. Acabamos fechando com a empresa Eco Trip Cusco na Rua Plateros, uma das ruas que dá acesso a Praça de Armas. Como íamos para Águas Calientes no dia seguinte deixamos tudo acertado.

Entramos na catedral sem visita guiada, o que para nós não fez muita diferença pois tem plaquinhas explicativas por toda igreja. É muito linda, diria que foi uma das mais belas catedrais que visitamos.

A Praça estavam lotada de grupos ensaiando para a festa que aconteceria 2 dias depois, a Festa do Sol.
A noite fomos jantar no famoso restaurante do chef Gastón Acurio chamado Chicha. Vale a pena reservar e sentir a explosão de sabores. Divino, bem servido e um preço justo.

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Praça de Armas

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Praça de Armas

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Praça de Armas

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Cusco

Viagem para Águas Calientes

Acordamos às 6 da manhã, tomamos café e aguardamos nosso transfer marcado para 7h (o mesmo que nos buscou no aeroporto) para a estação de Poroy. Nosso trem saiu às 8h25 e de acordo com as instruções o passageiro deveria estar na estação  às 7h55. Pagamos 60 soles pelo táxi desde nosso hotel até a estação em Poroy.
Na estação tem banheiro, tem uma lanchonete e lugares para sentar.
Nosso ticket foi comprado pela internet no site Peru Rail e em Lima retiramos o bilhete impresso na agência do Shopping Larcomar como foi dito anteriormente. Poderia também ser retirado nas lojas em Cusco ou na própria estação de Poroy. Vimos várias lojas nas redondezas da Praça de Armas.
No portão de embarque os passageiros foram direcionados para o vagão de acordo com o assento marcado. Fomos no trem Vistadome ( veja no site os tipos de trem, horários e preços) e custou 96 dólares por pessoa. É servido um lanche durante a viagem. As assentos são marcados no momento da retirada do bilhete. Ambos os lados do trem tem vista legal, hora de um lado hora do outro, antes de Ollantaytambo do lado direito,  mas depois de Ollantaytambo as paisagens ficam mais exuberantes do lado esquerdo.  As paisagens são lindas no trajeto. Vale a pena ir neste tipo de vagão.

Existem outras formas de chegar a Machu Picchu veja neste site sobre as opções da Trilha Inca.

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Estação em Poroy


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Perurail - Trem Vistadone

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Paisagens do trajeto

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Vista do trem

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Vista do trem 

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Perurail


Chegando na estação  de Águas Calientes fomos no balcão da Inca Rail para pegar nossa passagem de volta que já havíamos comprado pela internet mas que é  necessário retirar no local. Os trens Inca Rail são mais simples porém as passagens custam quase a mesma coisa. Não compramos ida e volta pela mesma empresa porque não havia passagens disponíveis.

Hotel 

Nos hospedamos no  Adelas Hostal . O hotel é  bem arrumadinho para 1 noite, o último trem passa em frente ao hotel às 22h40, no quarto do fundo de vista para o rio é mais agradável e silencioso. Servem café da manhã a partir da 5h. Tem restaurante também, provamos o sanduíche que estava muito bom.

Clima

Bem frio quando acordamos cedo para enfrentar a fila para Machu Picchu, mas logo que o sol aparece começa a ficar bem agradável e com as caminhadas e o sobe e desce o calor incomoda, por isso é importante tem sempre uma roupa fresca por baixo. Não sentimos necessidade de usar luvas nem cachecol ou gorros de frio. Há quem sinta muito frio, então nossa dica é que evite levar muita roupa pois terá que carregar durante as caminhadas que fizer. No povoado durante o dia o clima é bem menos frio que em Cusco é bem agradável e não venta muito.
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Poblado de Machu Picchu


Como é o povoado de  Machu Picchu 

O povoado é bem pequenino, arrodeado de montanhas com ruelas estreitas onde tem muitas lojas de artesanatos, mercadinhos,  restaurantes e bares. Alguns ficam na rua principal onde passa o rio Urubamba e por dentro tem uma praça bonitinha onde fica a igreja e a prefeitura. Almoçamos no restaurante Toto's House, fica na mesma rua do hotel e a comida estava deliciosa.
Ao lado da igreja subindo a rua Pachacutec fica o centro de informações turísticas onde pode-se pegar o ticket e mapa de machupicchu. Esta rua e lotada de bares, lojinhas de artesanatos e hoteizinhos e tem um mercado enorme que vende de tudo um pouco, inclusive comida. Subindo até o final da rua tem umas piscinas termais artificiais que não tivemos vontade de conhecer, paga-se 10 soles. Tem até roupas de banho e toalhas para alugar nas lojas mais próxima.  Descendo pela margem do rio encontra-se hotéis maiores e mais caros também como o Tierra Viva, Santuário e o Sumaq . Veja um mapa da vila no final deste post.
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Vila de Machu Picchu

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Machu Pichu Pueblo

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Vila de Machu Picchu

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Mercado

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Praça central

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Povoado de Machu Picchu
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Povoado de Machu Picchu

Nos disseram para comprar algo para comer em Machu Picchu poi s lá tudo é mais caro. Compramos alguns sanduiches para o café da manhã do dia seguinte mas foi desnecessário pois vimos que algumas lanchonetes no passeio que se forma a fila para o ônibus à Machu Picchu, abrem cedinho e dá para comprar empanadas, sanduiches e sucos caso queira levar, observando que é proibido comer dentro das ruínas mas é aconselhável levar um suco de fruta de caixinha e água. Tem guardas que coordenam o fluxo de turistas e também fiscalizam o local.

Machu Picchu

Acordamos às 4h da manhã.  Estava frio neste horário, é bom ir agasalhado mas nada muito radical pois o frio lá em cima dura pouco, logo que o sol nasce esquenta bastante como já disse anteriormente. Chegamos no ponto do ônibus às 4h30 e a fila de embarque  já estava enorme, conseguimos embarcar às 6h no 21° ônibus dos 24 que sobem na primeira leva que começa a sair às 5h30. A subida dura de 25 a 30 minutos. Quem quiser comprar o bilhete de ônibus pela manhã, o guichê de venda é na mesma rua onde se forma a fila. Estava aberto neste horário. A agência de informações turísticas abre às 5h20 caso alguém precise de algo, no nosso caso,  os bilhetes que estavam em minha bolsa foram molhados pelo meu colírio que estava mal fechado e manchou um pouco, daí achei interessante saber se precisava trocar mas não precisou.
Compramos o ônibus de ida e volta por 24 dólares. Tem a opção de ir andando e voltar de ônibus ou vice-versa e também os mais dispostos sobem e descem pela trilha de pedestre.

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Tarifário do ônibus


Lá no ponto de  entrada à Machu Picchu se formou outra fila enorme. Tem banheiro e restaurante e é  também onde os guias oferecem o serviço por 2 horas passando pelos pontos mais importantes e contando toda história de cada local. Há guias oferecendo serviços na vila também, eles cobram em média 20 soles por pessoa em grupos de 15 a 20 pessoas.
No portão de entrada de Machu Picchu tem um hotel muito lindo o Belmond Sanctuary Lodge.
Nosso ingresso foi Machupicchu + montanha no horário de 8h que compramos via internet com antecedência,  pagamos 152 doles + 5.72 soles de serviço e no guichê local é vendido por 142 soles sendo que estava esgotado assim como Machupicchu + montanha + Waynapicchu,  havia entrada somente para Machupicchu. 

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Tabela de preços - ingresso à Machu Picchu

Ficamos assustados com a quantidade de gente mas tudo funciona bem.
Acreditamos que tinha muita gente nesta época pois é o período da Festa do Sol.
Bem, quando entramos era em torno 7h pois cada fila que pegamos durou 30 minutos. Quem deseja ver o sol nascer é aconselhável acordar cedo por causa das filas. Tem que levar o passaporte para mostrar junto com o bilhete de entrada. E na saída pode-se carimbar o passaporte como uma recordação da visita, não é cobrado nada por isso.
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Portão de entrada à Machu Picchu

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Portão de entrada à Machu Picchu

Vimos o Sol nascer do local indicado pelo funcionário no guichê de informações turísticas e foi fantástico. Em seguida fomos à montanha. Nosso horário de entrada era de 8h às 9h, tem um outro guichê para conferência do ingresso e o horário de saída às 10h30. Foi uma caminhada e tanto com alguns pontos um pouco íngremes. Fomos até um dos mirante onde se avista Machu Picchu e uma hidroelétrica, achamos que era a metade do caminho e voltamos. É bonita a vista de onde paramos então decidimos descer pois ainda iríamos caminhar pelas ruínas.
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Machu Picchu

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Machu Picchu

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Vista de Machu Picchu da montanha

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Mirante da montanha Machu Picchu


Demoramos uns 40 min para subir e uns 20 min para descer. Em seguidas nós subimos à Porta do Sol que é onde as pessoas que fazem a trilha Inca chegam. A caminhada até lá durou 1 hora com direito a descanso no caminho.  É  uma subida tranquila e que valeu muito a pena, a vista é incrível. 
Caso não queira pagar um pouco mais para o acesso à montanha achamos que à vista da Porta do Sol é mais bonita. Vale muito à pena.

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Trilha à porta do sol

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Porta do sol


 Depois de muito sobe e desce caminhamos pelas ruínas seguindo as setas que indicam o caminho até a saída, alguns trecho não estavam permitindo subir ou entrar. E como em toda a viagem tinha muita gente mesmo e umas das coisas que nos irritou foi a disposição que os guias colocam os turistas. Poderiam mostrar o ponto de interesse de uma posição que não atrapalhasse a tomada de fotografias. Até parece que os guias fazem questão de serem fotografados pois ficam plantados em frente ao que realmente interessa ser visto. Fora isso esta tudo muito bem conservado e é incrivelmente lindo.  

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Machu Picchu

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Machu Picchu

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Machu Picchu


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Machu Picchu

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Machu Picchu

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Machu Picchu

Inti Raymi

Dia de Festa em Cusco, 24 de Junho, festa do sol, um festival religioso que homenageia  Inti, o deus-sol e marca o solstício de inverno do hemisfério sul nos Andes.  Seguimos às  8 da manhã pois de acordo com program a cerimônia de abertura começaria às 9h no templo de Qoricancha. Muita gente no local, quase que não conseguimos ver nada pois as ruas estavam lotadas e nossa sorte foi conseguir uns bancos que os Cusquenhos vendem por  8 a10 soles para as pessoas subirem e terem uma visão melhor.
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Inti Raymi - Qoricancha

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Cerimônia de abertura da festa do sol - Qoricancha

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Cerimônia de abertura da festa do sol - Qoricancha

Assim que termina as pessoas correm para a Praça de Armas, levando o banco para continuar assistindo a segunda parte da cerimônia. Para nós foi a parte mais bonita do evento. Começou às 10h30 e durou até 12h.
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Cerimônia de abertura da festa do sol - Praça de Armas

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Inti Raymi

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Cerimônia de abertura da festa do sol - Praça de Armas

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Cerimônia de abertura da festa do sol - Praça de Armas
Cerimônia de abertura da festa do sol - Praça de Armas


Depois dessa jornada fomos para o hotel descansar um pouco e depois comer algo e seguir para Sacsayhuaman onde aconteceu a parte final da festa. Muita gente também, as partes mais altas estavam lotadas. O local melhor para assistir é no morro mais baixo por entre as árvores, ou então chegar muito cedo para guardar um bom lugar bem próximo ao evento onde é encenado o sacrifício de uma aplaca e o Inca invoca o Sol.  Nós não compramos ingresso para a arquibancada pois achamos caro,  100 dólares por pessoa. A quem interesse ir no próximo ano é bom comprar com antecedência no site EMUFEC pois ouvi comentários que no dia estavam cobrando  mais de 100 dólares para os turistas.

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Saqusayhuaman - Inti Raymi
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Assistimos um pouco da festa e voltamos para descansar e a noite fomos para o Paddy's Irish Pub na Rua Triunfo esquina da Praça de Armas. Muito bom este bar, comida super gostosa e rápida, o pagamento é feito no pedido.

Tour ao Vale Sagrado, Maras e Moray

Por volta da 7h da manhã a empresa que contratamos na rua Los Plateros enviou uma pessoa para nos pegar a pé no Hotel pois disseram que devido aos festejos do Inti Raymi não estava permitido circular carro pelas redondezas da Praça de Armas, mas foi estranho pois vimos muitas vans passando em frente ao nosso hotel enquanto esperávamos. Ela nos conduziu andando até o ponto de onde saem os ônibus e vans de turismo que a fica a 2 quadras da Praça de Armas.
Percebemos que as lojas somente vendem os passeios, nos pareceu que ganham comissões para resgatar turistas e pronto, o resto é com os guias de turismo e as empresas de transporte.
Optamos por fazer 2 em 1, ou seja os 2 tours em um  dia inteiro pois queríamos ter um turno livre no domingo para ir ao mercado São  Pedro.
Esperamos uns 15 minutos até  as pessoas que estavam esperando serem divididas em grupos por língua.
O guia foi logo avisando que seria corrido e que os turistas cooperassem com o tempo estipulado em cada local.
E realmente foi muito corrido, então para quem tiver tempo nossa dica é  que faça o tour do vale sagrado em um dia e Maras e Moray em outro dia. Cogitamos a ideia  de fazer um tour privado, nos cobraram 500 soles por cada tour então preferimos arriscar em grupo e foi bem cansativo mesmo. Se a intenção em fazer um tour privado for chegar ao local em um horário que tenha pouca gente creio que será impossível pois são  muitas agências fazendo os tour e além disso os pontos turísticos são distantes uns do outros, passamos mais tempo no ônibus do que nos visitando os locais. No nosso grupo haviam pessoas que não tinham em mãos o tal bilhete turístico então  tiveram que comprá-lo no primeiro local visitado que foi Chincheiro. Detalhe: quando nos venderam o tour, o roteiro começaria em Ollantaytambo, que é o mais distante, e os outros na ordem a seguir, só  que não aconteceu assim, começaram por Chincheiro em seguida Salineiras de Maras e depois Moray, seguindo para Ollantaytambo, almoço em Urubamba e por fim Pisac que encerra o acesso às 16h30 e por isso não poderíamos atrasar.
Contratar um táxi para fazer o próprio horário também é uma opção visto que ao chegar aos locais terá sempre muita gente. 
Não faríamos novamente todos em um dia mas valeu a experiência e assim posso contar aqui como foi.

Cada local visitado tem sua história contada pelo guia e temos que fotografar e ouvir ao mesmo tempo pois é terminando um e rumando para outro, isso quando o guia não fica exatamente em frente ao que interessa ser visto, como eu disse que aconteceu em Machu Picchu.  Entendi que para eles o que mais importa é que prestemos toda atenção no que falam, quem gosta de fotografar vai ficando para trás e correndo em seguida para ouvir um pedacinho da próxima história. 
Como já disse antes foi bem corrido e cansativo. Os únicos lugares que os guias não nos apressou foram nas paradas nos centros de artesanatos onde os produtos feitos a mão são belíssimos e custam caro em relação aos feitos à máquina. Pelas ruas e praças também vendem-se muitas coisinhas legais a um preço melhor só que tem que comprar rápido pois o guia logo dava pressa.

É tudo bonito e alguns lugares fez bastante frio, deu para levar mochila com casaco e deixar no ônibus.  O lugar que mais esfriou foi em Pisac que é bem alto e também já era final de tarde quando lá chegamos.
Todo lugar tinha água e comida para vender e sanitários também. E em todos eles foi necessário caminhar um pouco, nada de mais, mas vale lembrar que venta e tem muita poeira, chegamos em casa com muito pó nas roupas.

Começamos por Chincheio onde tem um sítio arquelógico bem bonito, passamos uns 40 minutos por lá contando com a visita ao centro de artes onde há uma apresentação muito interessante de todo o processo de fabricação do tecido com pêlo de Alpaca, como se dá a coloração às linhas e confecção das peças. Caso vá de táxi aguarde um grupo de tour chegar e assista a apresentação que vale a pena. No percurso do tour vimos pessoas vendendo produtos lindos pelas ruas e gramado do sítio.

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Chinchero

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Chinchero

Chinchero


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Chinchero

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Chinchero

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Chinchero


Em seguida fomos levados para  Maras, a salineira onde todo turista deve desembolsar 10 soles para ter acesso. Não está incluso no bilhete turístico.
É linda a vista das salineiras do alto, o ônibus não para mas vimos alguns mirantes no caminho. Seria interessante uma paradinha, conseguimos com sorte uma foto pela janela do ônibus. As salineiras funcionam apenas na época de seca pois a água salgada que desce da montanha fica represada nos tanques e, com o calor deste período, a água evapora formando o sal. São 3 tipos de sal que são retirados.  Da primeira camada retira-se o sal para  fins medicinais. A segunda que é  mais pura, o sal é usado para temperar parrilhas e a terceira camada de sal é o mais puro de todos e é conhecido como flor de sal, bastante usado na culinária Gourmet.
Nas Salineiras de Maras tem muitas lojinhas que vendem sal de todo tipo, grãos de milho salgado  e bananas desidratadas para petiscar durante a viagem. Cada kg de sal custa 5 soles. Além disso bastante artesanato é vendido também.
Depois de toda explicação sobre o processo de coleta de sal o guia nos deu uns 15 minutos para caminhar pela área com a instrução de não ir longe pois o horário de entrar no ônibus deveria ser respeitado para não correr o risco de ser deixado no local.

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Salineira Maras

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Salineiras Maras

Próxima parada foi Moray, é impressionante pela perfeição dos terraços agrícolas e o sistema de irrigação nos diversos níveis utilizando as zonas de diferentes pressão e temperatura para o cultivo de produtos.
A vista que tivemos foi do primeiro e segundo mirante,  não tivemos tempo de descer e ter uma vista de baixo para cima, seria interessante. Vimos alguns turistas caminhando nos locais mais baixos, mas na nossa correria não perderíamos arriscar. Encontrei uma turista na fila do banheiro que me perguntou se eu estava em um tour ou de táxi pois ela havia contratado um táxi para levá -la a Maras e Moray e neste segundo lugar o taxista pediu que ela permanecesse no local por meia hora apenas e ela achou pouco, queria ficar por mais de uma hora para caminhar por todo o sítio histórico, aconteceu que ele se mandou e a deixou lá.  Não sei como ela resolveu, acredito que tenha se encaixado em alguns dos diversos ônibus de tour que lá  estavam.
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Moray

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Moray

Seguimos por uma hora numa estrada bem sinuosa e estreita e com poeira para Ollantaytambo pelo Vale Sagrado,  e foi aí que percebemos que não havia ar condicionado no veículo, já era quase meio dia e fazia calor, pedimos para ligar o ar e só saia vento morno. 
Em Ollantaytambo o guia nos conduziu direto para as ruínas. A subida até o topo é bem tranquila, parece muito íngreme mas não é difícil subir. Lá no alto o guia nos levou nos pontos mais importantes e em meia hora entre subida e descida estávamos de volta no ônibus para seguir à Urubamba onde almoçaríamos.
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Ollantaytambo

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Ollantaytambo

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Ollantaytambo


Daqui deste ponto cheguei a conclusão de que a melhor forma de visitar o Vale Sagrado  realmente é casar o passeio de mesmo nome com a ida para Machu Picchu. A vila é bem bonitinha, ficamos com vontade de conhecer, vimos alguns hotéis pela janela do ônibus e muitos turistas caminhando pelas ruas. Aconselho a quem está planejando fazer esta viagem, tomar o ônibus para Machu Picchu desde Ollantaytambo. Daí a importância de planejar com grande antecedência pois no período do Inti Raymi  quantidade de turistas é ainda maior.

E lá fomos nós seguir o itinerário.
A parada para o almoço foi em Urubamba no restaurante Quinoa, tivemos 40 minutos para almoçar. Estava tudo gostoso, foi self service, e caso seu grupo for um dos primeiros a entrar no restaurante faça logo o prato com a quantidade que vai comer pois para repetir terá que enfrentar a fila que vai crescendo com a chegada de outros grupos.

Daí seguimos para o último lugar. Desde o começo do tour nos foi dito que o último local,  Pisac, encerraria às 16h30 então não poderíamos atrasar nenhum minuto. 
Pisac é muito interessante também, o sistema de agricultura Inca está muito bem representado lá. O guia nos deixou caminhar pelas ruínas por uns 15 minutos e logo os guardas estavam apitando como sinal de que deveríamos descer pois estava encerrando o horário da visita. Depois de mais uns 10 minutos de história estávamos de volta ao ônibus em direção a outro centro de artesanato onde ficamos por quase meia hora, sem pressa,  e finalmente voltamos para Cusco.

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Pisac

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Pisac


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Pisac

Na chegada a Praça de Armas estava fechada para trânsito como antes e mesmo exaustos, ainda tivemos que caminhar 2 quadras até a praça e depois para o hotel. Chegamos por volta das 19h30.
Depois de um bom banho e um pouco de descanso fomos nos preparar para o jantar reservado com antecedência como nos foi indicado no instagram por @viagens_br no restaurante Cicciolina quase vizinho ao hotel. Estávamos marcados para às 21h15 e nossa mesa estava pronta quando pontualmente chegamos. Este restaurante nos surpreendeu muito, realmente aprovado e comprovado, os sabores de todos os pratos estavam divinos.
Vale a pena fazer a reserva pelo site, fizemos com uns 20 dias de antecedência e deu certo. Ouvi alguns brasileiros comentando pelas ruas que não conseguiram jantar lá por não ter reserva. Pode ser que alguém tenha dado sorte, vale tentar caso não consiga reservar. Nota 10 para este prato da foto!

Magret de pato -  Cicciolina

 City Tour em Cusco

Primeiro dia que acordamos depois das 8h em Cusco. Com um roteiro apertado a correria é grande, caberiam mais 2 dias para ser tranquilo e menos cansativo. Ou então cortar algumas atrações como no City Tour, que vou relatar a seguir.
Bem, o nosso próprio tour desta vez começou lá pelas 9h no mercado São  Pedro. Que aventura legal, era domingo e  tinha uma feira em volta do mercado, não sei dizer se é todo dia assim. Dentro do mercado tem de tudo, artesanatos, frutas, verduras, carnes, restaurantes, lojas de temperos etc. Vale a pena visitar e as coisas são mais em conta que na lojas na Praça de Armas.
Na volta passamos numa praça ali perto que estava acontecendo uma feira gastronômica onde cada barraquinha vende sua especialidade de comida típica. Provamos o Cuy ao forno e batata. É tudo organizado, a pessoa que serve não é a mesma que recebe o dinheiro, pode comer no local ou levar, estava bem animado. Funciona todo domingo.

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Cusco

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Cusco - Mercado São Pedro

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Cusco - Mercado São Pedro

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Cusco - Mercado São Pedro

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Cusco - Mercado São Pedro

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Cusco

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Cusco

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Cusco

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Cusco

Dali fomos no hotel deixar as compras e almoçar. Escolhemos comer algo leve pois iríamos fazer o city tour a tarde toda. Comenos um delicioso sanduíche de alpaca na rua da agência mesmo já com a intenção de não atrasamos. 
O City tour é diferente do Sightseeing, procure as informações corretamente, este segundo é feito em ônibus panorâmico.
Está incluso neste primeiro,  a visita à Coricancha, Saqsaywaman, Quenqo, Tambomachay e Pucapukara.  E outra vez nos disseram que nos pegariam no hotel mas já sabendo do fechamento da Praça de Armas por causa do Inti Raymi, passamos na agência no dia anterior e nos pediram para estar na porta da agência às 13h30 em ponto.

As 13h30 estávamos na agência e nos mandaram aguardar e por curiosidade perguntamos se o tour seria a pé ou de carro,  o rapaz da agência nos disse que para Qoricancha seria caminhando pois era bem perto o que já sabíamos poisa a abertura do Inti Raymi foi lá.   Demorou uma meia hora e chegou uma mulher apressada que  ficou surpresa em nos ver por lá  pois estava indo nos buscar no hotel... e havíamos confirmado de onde sairíamos  na noite antetrior...  Conclusão: uma desorganização total.  E lá fomos nós de novo caminhando por 2 quadras até o ponto de saída do ônibus, desta vez na lateral da Igreja Santa Catalina. Outros turistas estavam lá aguardando e chegava ônibus,  saía ônibus, os guias para lá e para cá, nos mandaram esperar e lá para as 14h30 estávamos dentro de um ônibus em direção à  Qoricancha. Descemos do veículo na parte baixa e subimos pela lateral em direção a uma fila de entrada onde teríamos que pagar 15 soles, isso também não foi informado quando compramos o tour. O boleto turístico não serve para este local.

Bem, depois de uns 10 minutos na fila entramos em Qoricancha, ficamos encabulados com a quantidade de gente, muitos grupos fazendo a visita ao mesmo tempo, as vezes ficava difícil ouvir o guia, além do mais alguns pontos de parada são apertados para tanta gente,  impossível um bom ângulo para uma boa fotografia. A solução é ir ficando para trás e correr atrás do guia que sai gritando o nome que é dado ao grupo para ninguém se perder na multidão. Tem que ficar atento. 
As ruínas são também  impressionantes, conhecido como O templo do Sol e era o centro religioso de Cusco. Mesmo com o stress de muita gente e o guia bilíngue que explicava em espanhol e em inglês a uma velocidade máxima a visita é válida.

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Qoricancha

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Qoricancha

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Qoricancha

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Qoricancha

Seguinte atração foi a famosa ruína de Saqsaywaman, o ônibus nos deixou na portaria onde é  apresentado o bilhete e mais uma ou duas filas se formam a depender da quantidade de guias que chegam ao mesmo tempo.
Outra visita rápida e agoniante pois um lugar tão rico em detalhes e grande não pode ser visto superficialmente como foi.  Este local é na cidade e um táxi não cobra mais de 10 soles para ir lá. Se fôssemos fazer novamente iriamos de táxi por conta própria ou caminhando como fomos no Inti Raymi.
Desde a entrada com explicações em 3 locais na parte baixa e a entrada no ônibus foram uns 30 minutos no total.
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Saqsayhuaman

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Saqsayhuaman

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Saqsayhuaman

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Saqsayhuaman

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Saqsayhuaman

Daí em diante visitamos os outros 3 locais rapidamente: Tambomachay que é alto e faz muito frio. Não fomos instruídos sobre este detalhe,  portanto leve o casaco caso queira fazer este tour com agência. Depois uma paradinha para avistar de longe Pukapukara e por último Quenco  onde descemos e rapidamente caminhamos pelas ruínas, não durou 15 minutos. Já era quase noite também.
E mais uma vez na volta para a cidade tem uma parada em outro centro de artesanato onde não houve pressa.
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Quenco

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Quenco


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Tambomachay

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Pukapukara


Chegamos de volta no ponto de ônibus por volta das 18h30 de onde partimos em direção ao hotel e arrumar as mala, jantar e dormir para seguir viagem de volta à Lima no dia seguinte às 7h da manhã. Contratamos o transfer no hotel que nos pegou às 5h. A Viagem de volta foi tranquila, saímos de Lima às 11h e depois de uma escala em São Paulo, por volta das 2h da manhã estávamos em casa descansando.
Vamos deixar aqui nossa dica para melhorar sua viagem, nós até pensamos em fazer desta forma pois já havia lido em outros blogs que seria a melhor opção, mas tínhamos que encaixar o Inti Raimy no nosso roteiro e assim tivemos que ir a Machu Picchu em um dia e voltar no outro pois não achamos passagens saindo de Ollantaytambo. Então repito mais uma vez, caso opte em ir nesta época, compre com muita antecedência as suas passagens de trem.

Nossa dica para um bom roteiro em Cusco

Primeiro dia
Dia de aclimatação. Conhecer os arredores da Praça de Armas, se chegar a noite aproveite o dia seguinte inteiro. 
Segundo dia
Tour ao Vale Sagrado terminando em Ollantaytambo, sair no último trem para Águas Calientes. O trajeto dura 1 hora e 45 min.
Terceiro Dia
Machu Picchu o dia inteiro, acordar cedo para ver o nascer do sol e ficar por lá sem pressa de voltar por conta do horário do trem, deixar o trem para o dia seguinte.
Curtir a noite no povoado e no dia seguinte pegar o primeiro trem de volta para Poroy.
Quarto dia
Faça o city tour por conta própria ou contrate um guia particular com a ressalva de não ter pressa. Visite Qoricanha e a Catedral, depois pegue um táxi até Saqsayhuaman, faça sua visita com calma, em seguida pegue outro táxi e vá até Quenco, Tambomanchay e Pukapukara caso se interesse pelos locais.
Quinto dia
Faça o tour a Maras e Moray com uma agência ou contrate um guia particular.

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